Filme vencedor do Oscar em 2021 inspira a cair na estrada e traz boas reflexões sobre a vida.

Foto: Cartaz promocional

Veja bem: não se trata, aqui, de romantizar a pobreza – o filme, por vezes, sugere que a protagonista não teve muita escolha, a não ser reunir seus poucos pertences e transformar sua van em lar, depois de perder o marido e o emprego, em um curto espaço de tempo. Sem casa própria, sem perspectiva de uma boa aposentadoria e vivendo em uma cidadezinha que se transformou em “cidade fantasma” após uma crise econômica que levou a principal fábrica da região a fechar suas portas, a protagonista “optou” pelo estilo de vida nômade.

A questão é que no desenrolar do filme, vamos percebendo que surgiram, para ela, oportunidades de deixar a vida na estrada, porém, no meio daquele processo de redescoberta de si mesma, a personagem encontra beleza, significado e pertencimento nesse estilo de vida.

É como se, a certa altura, estar na estrada passasse a ser, sim, uma escolha e não apenas uma necessidade.

As cenas em que ela admira uma árvore, nada nua em um rio e se deleita com as ondas do mar demonstram bem esse encantamento perante a natureza e sua nova vida: uma vida de liberdade – apesar dos contras, das perdas e da saudade.

No final, fica o questionamento: será que a personagem seria a pessoa que ela é (ou que se tornou ao longo da jornada) se as coisas tivessem sido diferentes?

Longe de mim pretender ser crítica de filmes (rs) mas, na minha humilde opinião, Nomadland mereceu o Oscar. É um filme repleto de humanidade e, por isso, emociona! E para quem tem um “quê” pela estrada, é uma ótima pedida!

Frase marcante: “o que é lembrado, vive”.

Deixe um comentário